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CAPSULITE ADESIVA

A Capsulite Adesiva ou "Ombro congelado" é uma causa comum de dor e limitação de movimento do ombro  

Conheça suas principais causas, diagnóstico e tratamento

O que é a capsulite adesiva do ombro?

A capsulite adesiva é um processo inflamatório da cápsula do ombro. A cápsula é um tecido elástico que reveste a articulação e produz o líquido sinovial, que lubrifica a articulação. Na capsulite adesiva, ocorre uma inflamação desta estrutura, causando dor e perda de movimento. Ocorrem também aderências entre a cápsula e as estruturas próximas, o que leva à rigidez, ou perda de movimento, condição chamada de Ombro Congelado. 

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Quais são os sintomas da capsulite adesiv?

O sintoma inicial da capsulite adesiva é dor no ombro. No início, o quadro se confunde com bursite ou tendinite, mas na capsulite a dor aparece principalmente nos movimentos de rotação, como colocar um casaco ou blusa, e outros movimentos que necessitam rotação para trás do corpo. É comum a dor ser pior de manhã e melhorar parcialmente ao longo do dia. A dor também aparece à noite ao deitar, e existe dificuldade para encontrar posição para dormir.

Após um período de semanas a meses, ocorre perda da amplitude de movimento, que pode ser leve e pouco perceptível, como pode ser significativa, causando grande limitação. A perda de amplitude caracteriza a capsulite como ombro congelado, devido à rigidez articular. Esse sintoma é percebido em atividades do dia-a-dia, como para realização de higiene pessoal, dificuldade nas mulheres para colocar sutiã, ou dificuldade para pegar objetos em uma prateleira. Na comparação, o paciente nota que o ombro dolorido tem menos mobilidade que o outro lado, como na elevação do braço acima da cabeça.

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Quais são as causas da capsulite adesiva ou ombro congelado?

 

As principais teorias para explicar o aparecimento da capsulite adesiva estão relacionadas a alterações hormonais ou metabólicas. Mas na maioria dos casos não é possível identificarmos fatores específicos, como alteração de exames de sangue ou outros exames, que expliquem o aparecimento da doença. Neste caso, a capsulite adesiva é caracterizada como primária, ou idiopática, em referência à falta de uma causa específica. Este tipo, que é o mais comum, aparece principalmente em mulheres entre 40 e 60 anos. A etnia oriental também é considerado um fator de risco.

Em alguns casos, a condição aparece claramente após alguma doença, como o diabetes mellitus, doenças cardíacas e neurológicas, alterações da tireóide, ou após cirurgias torácicas, cirurgias plásticas ou uso de medicamentos específicos.

Traumatismos do ombro também podem desencadear a capsulite adesiva. Algumas fraturas, como da parte superior do úmero, ou luxações do ombro com lesão de ligamentos podem apresentar perda de movimento durante a evolução e características semelhantes à capsulite adesiva. Porém, em alguns casos a perda de movimento pode não ser por capsulite, mas sim pela lesão traumática em si, como no caso de uma fratura que tenha consolidado de forma inadequada.

Como é realizado o diagnóstico da capsulite adesiva?

O diagnóstico da capsulite adesiva é realizado principalmente pela história clínica e exame físico. A dor sem causa aparente que progride com perda de movimento deve levantar a suspeita. A principal característica é a perda progressiva da amplitude de movimento do ombro. O ortopedista deve suspeitar de capsulite com base nas características da dor e pela perda de movimento em algumas direções, mesmo que seja discreta.

Radiografias são necessárias para descartar outras patologias, como osteoartrose ou alterações da estrutura óssea do ombro, e a ressonância magnética tem sido cada vez mais importante no diagnóstico, sendo possível identificar sinais de inflamação da cápsula articular e aumento da espessura, relacionada à presença de fibrose e aderência às estruturas mais próximas.

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As fraturas da parte lateral (tipo II), que fica mais próxima do ombro, também são relativamente comuns e têm maior risco de envolverem lesões dos ligamentos que ligam a clavícula à escápula, o que pode causar instabilidade. As menos comuns são as fraturas da parte mais próxima do tórax (chamada tecnicamente de porção medial da clavícula). Por ser uma região mais estável e com maior resistência óssea, raramente é fraturada.

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Como é realizado o tratamento da fratura da clavícula?

 

O tratamento da fratura da clavícula depende de alguns fatores:

  • Tipo da fratura (qual a região acometida)

  • Desvio (afastamento) entre os fragmentos da fratura

  • Presença de outras lesões (ligamentos, outras lesões ósseas)

  • Nível de atividade do paciente

Nas fraturas em que os fragmentos estão com bom alinhamento e que não existem outras lesões associadas (ligamentos ou outras fraturas), o tratamento é realizado com imobilização com tipóia, por um período que pode variar de 6 a 8 semanas, podendo ser maior em alguns casos.

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Quais casos devem ser operados?

A escolha do tratamento conservador ou cirúrgico na fratura da clavícula é um tema controverso. Classicamente, a maioria dos casos era tratada de forma não-cirúrgica, mas algumas dificuldades e complicações das fraturas não operadas fizeram com que aumentassem as indicações de cirurgias.

 

Atualmente, algumas características da fratura são consideradas para a indicação do tratamento cirúrgico:

  • Desvio (afastamento) ≥ 2,0 cm entre os fragmentos da fratura

  • Encurtamento ≥ 2,0 cm do comprimento total da clavícula

  • Ausência de contato ósseo entre os fragmentos 

  • Deformidade óssea com lesão da pele

  • Desnivelamento significativo do nível dos ombros 

 

Outros fatores, como o nível de atividade do paciente (pessoas que necessitam retorno precoce a atividades esportivas retornam mais rápido com a cirurgia), lesões associadas (outras fraturas), condição clínica, entre outros.  

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Quais as vantagens da cirurgia na fratura da clavícula?

Quando a cirurgia é indicada, os principais benefícios são:

 

  • Diminuição do risco de falha de consolidação - as fraturas operadas têm uma chance de falha de consolidação menor do que 2%, enquanto as fraturas não operadas podem ter até 15% de chance de falha, dependendo do padrão da fratura (1)

  • Melhor alinhamento ósseo - as fraturas não operadas frequentemente consolidam com algum grau de deformidade óssea, que costuma ser evidente clinicamente. No entanto, a importância deste desalinhamento no funcionamento do ombro é controverso. Alguns estudos demonstram que fraturas consolidadas com encurtamento causam prejuízo funcional a longo prazo (2), enquanto outros estudos demonstram que esta deformidade tem mais repercussão estética do que funcional. Este tema permanece controverso na literatura e a decisão do tratamento deve ser feita caso a caso, de acordo com o desvio da fratura.

  •  Retorno mais precoce a atividades físicas - a cirurgia permite a realização de movimentos com o ombro de forma mais precoce e o uso de imobilização por período mais curto. Para algumas pessoas este fato pode pesar na escolha do tratamento, por exemplo no caso de atletas.

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Como é realizada a cirurgia de fratura da clavícula?

O tipo de cirurgia mais utilizada para a fratura da clavícula é a fixação com placa e parafusos. A cirurgia é realizada por uma incisão cirúrgica sobre a clavícula, os fragmentos da fratura são alinhados da maneira mais anatômica possível e são fixados com uma placa e parafusos. Existem diferentes tipos de placas e materiais que podem ser utilizados. Nos últimos anos, tem aumentado o uso de placas pré-moldadas ao formato curvo da clavícula, que facilitam o procedimento, mas também podem ser utilizadas placas moldáveis durante a cirurgia. A composição do material costuma ser o aço inoxidável ou titânio.

A cirurgia é realizada com anestesia geral, e costuma ser um procedimento de porte médio, com poucos riscos cirúrgicos. No pós-operatório, o paciente fica imobilizado com tipóia por aproximadamente 4 semanas. Em alguns casos a tipóia pode ser retirada antes deste prazo, de forma gradual para atividades leves, a depender do padrão da fratura e da orientação do ortopedista. Os pacientes operados, geralmente, conseguem realizar atividades funcionais de vida diária de forma mais precoce, em relação aos não-operados. 

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Fratura clavicula fixada placa premoldad

Quais complicações podem ocorrer na cirurgia?

A cirurgia de fixação da clavícula é um procedimento seguro, com baixos riscos de complicações. Os eventos mais comuns costumam ter menor gravidade e serem transitórios. Um deles é uma alteração de sensibilidade na pele próximo à incisão, chamada área de parestesia, que pode existir em alguns pacientes. Este sintoma costuma diminuir ao longo do tempo e não causa limitações. Outro evento de menor gravidade é um incômodo pela presença do material de fixação, que pode ser solucionado com a retirada do material, caso seja persistente. 

Entre os eventos que podem prolongar o tempo de tratamento, estão a infecção, que é tratada com antibióticos e eventualmente com cirurgias adicionais, e a falha ou soltura da fixação, que geralmente necessita de outra cirurgia para correção. Felizmente, os riscos destes eventos são muito baixos (menores do que 2%). Riscos clínicos e anestésicos também são muito baixos neste tipo de cirurgia, o que faz com que o procedimento seja considerado seguro dentre as cirurgias ortopédicas.   

É necessário retirar a placa após a cirurgia?

A maioria dos pacientes não necessita retirar a placa e não apresentam sintomas relacionados a ela. Pacientes que apresentam dor ou alteração da pele causada pelo implante podem solicitar a retirada, ou pacientes que apresentem alguma complicação, como infecção ou falha de consolidação da fratura. Quando necessário, a retirada é realizada por uma cirurgia com anestesia geral, com recuperação geralmente rápida. 

Uma dúvida frequente é se a placa de clavícula costuma ser detectada em aeroportos ou em outros tipos de detectores de metais. Isto não costuma ocorrer porque os implantes de clavícula são pequenos e com baixa quantidade de metal. Próteses de joelho e quadril são os implantes com maior chance de serem detectados. 

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Publicado em 28/07/2020 

Autor:

Dr. Fernando Brandão de Andrade e Silva é médico ortopedista especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, com graduação pela Faculdade de Medicina da USP, residência médica no IOT-HCFMUSP e doutorado no Departamento de Ortopedia da USP. Atua na área de assistência, ensino e pesquisa no Hospital das Clínicas da USP. Realiza atendimento em clínica particular e cirurgias nos principais hospitais de São Paulo.

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A decisão sobre o tratamento da lesão do manguito rotador muitas vezes é difícil. É comum que existam dúvidas sobre a indicação do tratamento conservador ou tratamento cirúrgico. As preocupações mais frequentes envolvem: 

  • Possibilidade de piora da lesão, caso não seja operada

  • Riscos da cirurgia e chances de melhora  

  • Tempo de recuperação

  • Tipo de reabilitação mais efetivo

A bursite é a causa mais comum de dor no ombro. É causada pela inflamação da bursa, um tecido que reveste os principais tendões do ombro (manguito rotador). Além da inflamação, ocorre aumento da quantidade de líquido no interior da bursa (bolsa), o que também contribui para o aumento da dor. 

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Dr Fernando Brandão realiza cirurgias em diversos hospitais de São Paulo. Veja abaixo os principais:

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  • Hospital Sírio Libanês

  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz

  • Hospital Samaritano - Higienópolis

  • Hospital Nove de Julho

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  • Hospital São Camilo Pompéia

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